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Pré-evento: Seminário do PráxisJor debate sobre decolonialidade e transformações no Jornalismo

  • Kamila Fernandes
  • 8 de nov. de 2022
  • 2 min de leitura

Pesquisadores refletiram sobre os desafios do fazer jornalístico sobre o jornalismo independente na tentativa de ruptura do colonialismo


Por Taisy Evangelista

6º semestre do Curso de Jornalismo da UNIFOR


O Grupo de Pesquisa Práxis no Jornalismo (PráxisJor), vinculado à Universidade Federal do Ceará (UFC), realizou, nessa terça-feira (8/11), o III Seminário Internacional Pensar e Fazer Jornalismo. O tema escolhido foi "Outros Jornalismos, Otras Miradas”, e os participantes debateram as transformações e as perspectivas do fazer jornalístico contemporâneo.


"[O tema] ‘Outros Jornalismos, Otras miradas’ vem nessa perspectiva de se perceber que o Jornalismo está se transformando, e principalmente, está transformando o nosso redor", ressaltou o professor Edgar Patrício, coordenador do PráxisJor, na abertura do evento.


Além dele, compuseram a mesa de abertura a professora Eloína Castro Lara, da Universidad Nacional de La Plata (Argentina), e a jornalista Aline Rodrigues, do arranjo de jornalismo independente Periferia em Movimento (SP). O debate foi mediado pela professora Naiana Rodrigues, do Curso de Jornalismo da UFC.


A mesa de abertura do Seminário teve participação remota da professora Eloína Castro (ARG) e da jornalista Aline Rodrigues (SP) (Foto: Gruppe/UFC)


A professora Eloína iniciou o debate refletindo sobre a abordagem decolonial como “um projeto ontológico para a comunicação”. Segundo ela, pensar o Jornalismo sob a ótica decolonial é entender que o Jornalismo não é mera prática profissional e tampouco pode ser confundido com as tecnologias que o envolvem, configurando-se muito mais como uma forma de conhecimento e de mediação da realidade, sendo alvo, portanto, de disputas simbólicas por visibilidade, poderes e saberes.



Durante o debate, a jornalista Aline Rodrigues afirmou que é necessário pluralizar narrativas e enfrentar o apagamento das periferias pelas mídias hegemônicas, que, conforme avaliou, costumam se basear em estereótipos e superficialidade. Aline, que trabalha com o jornalismo comunitário em São Paulo, avaliou que embora o estado centralize a narrativa nacional, as periferias sofrem um apagamento nos grandes veículos de comunicação: “Nós pisamos outro chão que os jornais pisam”, considerou.


A jornalista também refletiu sobre quais seriam os parâmetros para definir o que é ou não Jornalismo, já que o Periferia em Movimento costuma sofrer deslegitimação por não fazer parte de um conglomerado midiático, sendo tratado como jornalismo informal. “O Jornalismo contribui para que as pessoas saibam das coisas e, a partir da informação, se fortaleçam para exigir direitos, para que saibam, sintam e façam", defendeu.


Por fim, ressaltou a importância da perspectiva periférica nas narrativas jornalísticas e da resistência das mídias comunitárias nas mobilizações sociais e na construção da relação identitária.


Encerrando as discussões da primeira mesa do Seminário, Edgar Patrício abordou as novas perspectivas metodológicas do fazer jornalístico, referindo-se à expansão do jornalismo independente em um cenário neoliberal e colonial. Conforme exemplificou, a periodicidade, conhecida como um dos preceitos fundamentais do jornalismo, está sendo posta em xeque com os novos modelos de produção das mídias independentes.


O III Seminário Internacional Pensar e Fazer Jornalismo antecedeu o 20º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e o 12º Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo (JPJor), que ocorrerá de 9 a 11 de novembro, em Fortaleza. Após dois anos sem eventos presenciais, o SBPJor será sediado na UFC.

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