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Estudantes do Curso de Jornalismo conquistam 1º e 2º lugares no prêmio Sebrae

há 7 horas
4 min de leitura

Produção “Ceará Feito à Mão: mulheres transformam artesanato em renda” foi a grande vencedora do prêmio na categoria Jornalismo Universitário


João Pedro Maia, Odara Creston e Giovanni Scomparin durante a premiação. Foto: Reprodução Sebrae.
João Pedro Maia, Odara Creston e Giovanni Scomparin durante a premiação. Foto: Reprodução Sebrae.

Riquelme Martins (3º semestre do Curso de Jornalismo)

Edição: Rafael Rodrigues


O Curso de Jornalismo da UFC conquistou o primeiro e o segundo lugares da categoria Jornalismo Universitário da 13ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo 2026 (PSJ) – Etapa Estadual Ceará. A produção multimídia Ceará Feito à Mão: mulheres transformam artesanato em renda foi a grande vencedora, enquanto a reportagem Onde estão as rabidantes de Fortaleza? foi reconhecida com o segundo lugar.


Os estudantes Giovanni Scomparin, João Pedro Maia e a hoje egressa Odara Creston são os responsáveis pela produção Ceará Feito à Mão, que foi orientada pelo professor Robson Braga. Já a reportagem Onde estão as rabidantes de Fortaleza? foi realizada pelos estudantes Clara Klink, Grasieler Martins e Xaio Mar Lopes, sob orientação da professora Rosane Nunes.


A solenidade de premiação foi realizada no dia 9 de setembro, reunindo os representantes das equipes vencedoras, profissionais da imprensa cearense e representantes de entidades de jornalismo, de universidades e de veículos de comunicação do estado. Foram distribuídas premiações em dinheiro e diplomas de reconhecimento. Para a categoria Jornalismo Universitário, a premiação foi de R$ 3 mil para o primeiro lugar, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro.


Artesãs em foco com humanização e dados


A reportagem multimídia Ceará Feito à Mão: mulheres transformam artesanato em renda, foi premiada com o primeiro lugar. Giovanni Scomparin, um dos estudantes responsáveis, relata que a reportagem foi desenvolvida entre outubro e dezembro de 2025, sob a orientação do professor Robson Braga.


“É um trabalho que aborda a vida das artesãs cearenses, de mulheres artesãs cearenses. De que forma elas encontraram no artesanato, um meio de sustento, mas também, para além disso, uma forma de empreender, de construir autoestima. Muitas mulheres contaram como foi por meio do artesanato que elas descobriram uma nova perspetiva de vida, um novo olhar para a vida”

— contou Giovanni.


O professor orientador do trabalho, Robson Braga, destacou a excelência da produção. “Além dos aspectos estéticos e de linguagem, que são muito bons, o trabalho da Odara, do João Pedro e do Giovanni se destacou, na minha avaliação, pela apuração jornalística que eles fizeram, muito cuidadosa".


Robson acrescenta que a equipe buscou diferentes histórias de mulheres que tinham o artesanato não só como fonte de renda mas também uma forma de autonomia e de pertencimento. “Acho que um dos grandes méritos da reportagem deles foi conseguir tratar o artesanato para além do produto final, porque o produto jornalísticos deles mostra quem são essas mulheres, quais são suas trajetórias”, observou o professor.


O trabalho trouxe diferentes perspectivas sobre o artesanato no Ceará, desde a sua origem, até mostrar como as novas gerações estão criando gosto pelo artesanato, principalmente o crochê. Apesar de uma reportagem com caráter social, ela também é sobre economia, afirmou Giovanni.

“A gente vai trabalhar muito com números, gráficos. E esses números foram retirados com as autoridades. Então a gente pode citar a CeArt, o Sistema OCB, o Sebrae. A gente tirou dados de lá, tanto em questão de que forma a economia criativa é movimentada no Brasil, no Ceará, quanto no número de artesãs cadastradas”

— Giovanni acrescentou.


A produção, além de conquistar o prêmio Sebrae, também foi habilitada para concorrer na Expocom, premiação da Intercom para produções aplicadas na área de Comunicação. “A gente fica muito orgulhoso que o nosso trabalho de um jornalismo apurado, social, humanizado, de pessoas que não têm a história destacada na grande mídia, está sendo reconhecido dessa forma”.


Trabalho de imigrantes foi tema de produção premiada


A 13° edição do prêmio Sebrae de Jornalismo também foi especial para os estudantes Clara Klink, Grasieler Martins e Xaio Mar Lopes. A equipe levou para casa o segundo lugar na categoria Jornalismo Universitário com o trabalho Onde estão as rabidantes de Fortaleza? Xaio Mar detalhou o tema da produção, realizada na disciplina de Laboratório em Jornalismo I como parte do projeto Interlaços, sobre imigrantes em Fortaleza.


“É um texto baseado nas rabidantes, que são comerciantes de Cabo Verde que vêm para Fortaleza, compram os seus materiais e vão revender no país, no arquipélago. O material surgiu para o trabalho de Laboratório em Jornalismo I. Foi um tema geral para a turma e cada equipe ficava com um microtema, o tema geral era sobre imigrantes. A minha equipe ficou com o microtema sobre Cabo Verde.”

Xaio comentou sobre como o trabalho e a premiação foram uma ótima experiência. “[O prêmio em dinheiro] É uma possibilidade de renda vai me ajudar muito, literalmente. Além disso, a gente foi convidado a participar de outras premiações, tiveram mais pessoas chegando para falar com a gente. Então, é muito legal ver isso”, opinou.


A participação do Curso de Jornalismo em outras premiações também foi mencionada por Xaio. “Estamos tendo um ótimo retorno nas premiações, porque a gente conseguiu três prêmios no Expocom Nacional, e agora tivemos dois prêmios Sebrae, e ainda vêm outras premiações”.


Ganhadores do primeiro e segundo lugar na categoria Jornalismo Universitário. Foto: Reprodução Sebrae.
Ganhadores do primeiro e segundo lugar na categoria Jornalismo Universitário. Foto: Reprodução Sebrae.


 
 
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